H.N. Adaptações

Informativo
Sem ajuda para entrar no táxi PDF Imprimir E-mail
 

 

 

 

Taxista há cinco anos, José Sidnei Teixeira Silva confessa que ficou contagiado pela emoção de uma passageira cadeirante quando foi surpreendida pela possibilidade de entrar no táxi sem a ajuda de alguém. Ele estacionou o táxi, abriu o porta-malas e acionou a rampa para que a mulher entrasse com a cadeira de rodas. Sozinha, ela embarcou, apertou o cinto e seguiu viagem. Silva foi o primeiro motorista com táxi compartilhado de Curitiba, que hoje conta com mais dois veículos adaptados para cadeirantes. "Tenho uma irmã deficiente física e sei que a locomoção para uma pessoa de cadeira de rodas é, hoje, muito limitada. Tenho prazer em ajudar as pessoas a serem mais independentes."

Rodando desde 28 de maio, ele conseguiu uma das 20 placas da nova licitação destinadas a essa modalidade. O nome refere-se ao compartilhamento do veículo por pessoas com necessidades especiais e por passageiros regulares. Sem cobrança adicional aos passageiros cadeirantes, o novo serviço, com táxis alaranjados e sinalizados com o símbolo universal de acessibilidade, ainda é pouco divulgado, mas tem demanda visível. "Atendi dez passageiros nesse meio tempo e, agora, eles sempre me ligam. Acredito que, conforme os outros táxis forem entrando na praça, a gente vai poder estabelecer uma comunicação melhor pelo rádio para cobrir a cidade", opina.

 

Ronaldo José Ferreira é outro taxista de Curitiba com veículo compartilhado. A primeira cliente dele foi a secretária municipal da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdócimo. "Fui chamado na secretaria e eles inclusive me informaram que estamos autorizados a buscar passageiros que solicitarem um táxi compartilhado no aeroporto", disse. Até então, os taxistas podiam levar passageiros de Curitiba para o Aeroporto Internacional Afonso Pena, mas apenas táxis de São José dos Pinhais podem trazer passageiros de lá.

Avaliação

Outro passageiro de Fer­­­­reira foi o paulista Eduardo Sousa de Santos George, jornalista cadeirante que veio para Curitiba assistir ao jogo de Irã e Nigéria pela Copa do Mundo. "Já uso táxis compartilhados em São Paulo, mas não quis solicitar um para me buscar no aeroporto. Fui até o Jardim das Américas e de lá peguei o táxi do Ronaldo", conta. George avalia positivamente o novo serviço. "O tratamento dele foi importante, o conforto, a acessibilidade e a pontualidade também."

Inclusão

 

Licitação também deu espaço para taxistas com deficiência

Além do táxi compartilhado em Curitiba, a nova licitação de táxis da Urbs abriu também 30 vagas para motoristas de táxi com deficiência. Apenas 11 dessas vagas foram preenchidas. O restante foi destinado ao serviço convencional. Um dos 11 é Claudeir Júlio de Lima, 48 anos, taxista desde 1996 e deficiente físico desde 1990, quando perdeu parte da perna direita em um acidente de moto. O táxi dele tem câmbio automático e acelerador na perna esquerda. "É preciso incentivar a pessoa com deficiência por meio de vagas em concursos e licitações como essa, para que ela entre no mercado de trabalho. A gente sabe que as pessoas com deficiência sofrem muita discriminação na sociedade. Eu já sofri, mas sempre levei tudo na esportiva. O importante é me sentir útil e trabalhar", afirma. Apenas seis taxistas com deficiência estão rodando em Curitiba. Os outros cinco ainda estão no processo licitatório, segundo a Urbs.

Adaptações

 

Para fazer a adaptação dos táxis compartilhados, o tanque de combustível tem a capacidade reduzida para 40 litros, a posição do sistema de escapamento é alterada e as molas da traseira do carro são trocadas. Segundo a Urbs, os veículos são atestados por responsáveis técnicos inscritos no Conselho Regional de Engenharia e Agricultura (Crea-PR) e precisam estar adequados às normas da Associação Brasileira de Normas Temática (ABNT).

Telefones úteis

Táxis compartilhados já disponíveis:

Ronaldo José Ferreira – 9770-0852

Rodrigo Neves – 9832-7205

José Sidney Teixeira Silva - 9114-1500

Rádiotaxi Capital (que possui dois táxis compartilhados na frota): 3264-6464

Rádiotaxi Sereia (que possui quatro kombi-táxis para deficientes físicos): 3346-4646

 

Fonte: Gazeta do Povo - em 30/06/2014 

 
Lojas de Curitiba terão provadores adaptados para deficientes físicos PDF Imprimir E-mail
 

Uma lei aprovada na Câmara de Vereadores de Curitiba, nesta segunda-feira (23), obriga as lojas que vendem roupas a ter, no mínimo, um provador adaptado para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. O projeto de lei determina as dimensões do provador e também estipula punições para os comerciantes e empresários que desrespeitarem a legislação. Os lojistas têm 180 dias para cumprirem a nova regra.

Conforme o texto, os provadores precisam ter dimensão mínima de 150 cm x 150 cm; área de giro de 130 cm de diâmetro; barras de apoio; portas com vão-livre de 120 cm (largura) por 210 cm (altura); ausência de barreiras e existência de corredores, portas e passagens de acesso ao provador com largura de 120 cm.
Para entrar em vigor, projeto de lei precisa ser sancionado pelo prefeito Gustavo Fruet (PDT).

Fonte: G1 - em 24/06/2014

 
Detran orienta sobre credencial de estacionamento para idosos e deficientes PDF Imprimir E-mail
 
O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) oferece o serviço de emissão de credenciais de estacionamento para idosos e deficientes físicos em 373 cidades do Estado. Nos 26 municípios paranaenses com trânsito estruturado e secretaria ou órgão de trânsito estabelecido (lista completa no final da matéria), as credenciais são obtidas por meio das prefeituras.

 

"Governo e prefeituras tem o dever de fazer cumprir a legislação e emitir o documento, mas cabe aos motoristas de uma forma geral respeitar as vagas existentes para estacionamento exclusivo", afirma o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.

Nos dois casos, o serviço não tem custo e a credencial estará disponível para retirada depois de 10 dias úteis da data de solicitação. Para os idosos, é necessário ter mais de 60 anos completos. Já para portadores de deficiência física, é necessário apresentar laudo médico atualizado, constando a deficiência ou dificuldade de locomoção.

O documento tem validade de dois anos e deve ficar visível no veículo para utilização de vagas especiais devidamente sinalizadas com legenda específica em vias públicas e outros estacionamentos.

PROCEDIMENTO - Para emitir a credencial nas cidades que não possuem o trânsito municipalizado, é necessário comparecer à unidade do Detran mais próxima e apresentar carteira de habilitação ou documento de identidade com foto, CPF e comprovante de residência para dar entrada no processo.

Nas 26 cidades que têm convenio com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e assumiram a responsabilidade pelo planejamento, projeto, operação e fiscalização do trânsito, é preciso procurar a prefeitura ou o órgão municipal de trânsito.

SERVIÇO – Confira a lista de cidades em que a credencial é solicitada na prefeitura:

Apucarana, Arapongas, Araucária, Campo Largo, Cascavel, Curitiba, Dois Vizinhos, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Irati, Londrina, Maringá, Marmeleiro, Matelândia, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Sarandi, Telêmaco Borba, Toledo, Umuarama e União da Vitória.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná: em 21/05/2014

 
Deputados aprovam infração específica para quem estacionar em vagas de idosos e deficientes PDF Imprimir E-mail
 

 

 

 

 

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto (PL 460/11) que considera infração grave - com cinco pontos na carteira de habilitação e multa de R$127,69 - o uso indevido de vagas de estacionamento para idosos e deficientes físicos.


Hoje, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) não prevê punição específica para esse tipo de conduta. Apenas determina que estacionar o carro em desacordo com a sinalização para vagas exclusivas seja considerado infração leve, punida com três pontos na carteira, multa de R$ 53,20, e remoção do veículo.

O projeto, da deputada Mara Grabrilli (PSDB-SP), também permite que os órgãos de fiscalização apliquem as multas em estacionamentos privados de uso público.

Mara Gabrilli, que é cadeirante, explica que essa mudança é necessária porque em estabelecimentos privados de uso público - tipo supermercados, shopping centers, clubes - a polícia e os órgãos que autuam não podem entrar para punir as pessoas que param indevidamente na vaga. “Os seguranças de shopping, por exemplo, não têm poder de polícia. Então, eles não podem tirar, realmente, alguém da vaga. É uma falta de educação muito grande que acontece no Brasil."

O relator, deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), recomendou a aprovação do projeto. "Com esse processo, a gente espera não que isso mexa no bolso daqueles que infringem a lei, mas, principalmente, que tenha uma proposta pedagógica, que as pessoas tenham consciência de que essas vagas de estacionamento sejam bem usadas, principalmente por aqueles mais necessitados: idosos e deficientes."

Tramitação

A proposta da deputada Mara Gabrilli tramita em conjunto com o PL 131/11, do deputado Antonio Bulhões (PRB-SP), que trata do mesmo tema. A Comissão de Viação e Transporte rejeitou o projeto de Bulhões por recomendação do relator. "Embora disponham sobre as mesmas regras de trânsito, pequenas diferenças de forma e conteúdo entre as propostas pontuaram nosso voto pela aprovação do PL 460/11,apenso, e pela rejeição do PL 131/11", explicou Vanderlei Macris.

Os projetos tramitam em caráter conclusivo e ainda serão analisados pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Já é Notícia - em 14/05/14

 
Projeto universitário ajuda deficientes físicos a retomarem a independência PDF Imprimir E-mail
 

 

Um projeto desenvolvido pelo curso de fisioterapia da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) e com outros cursos da área de saúde da universidade já beneficiou mais de 4,5 mil pacientes que viram a vida mudar repentinamente após acidentes ou por doenças degenerativas. Desde 2003, o projeto "Órtese e Prótese" oferece gratuitamente órteses, próteses e meios de locomoção auxiliares para pessoas que tiveram partes do corpo amputadas ou que perderam os movimentos de algum membro.

Entre os beneficiados está José Altanir Marques, de 43 anos, que participa do projeto desde agosto do ano passado. Ele trabalhava em uma companhia de energia elétrica de Guarapuava quando, em um dia normal de trabalho, recebeu um choque de 34 mil volts. "Perdi o braço direito e a perna direita. Logo depois que recebi alta do hospital eu me inscrevi no projeto. No período entre agosto e dezembro eu fiquei só fazendo fisioterapia e andava só com a cadeira de rodas. Eu ainda estava me questionando se eu ia voltar a andar ou não", revelou ao G1.
Após passar por uma avaliação, José começou a receber treinamentos para fortificar a musculatura da perna, procedimento que faz parte da preparação do corpo para receber a prótese. Ele também passou a receber acompanhamento psicológico, que analisou uma possível existência de traumas ocasionados pelo acidente e pelas amputações. "Consultei três meses com ela e recebi alta. Cheguei de cadeiras de rodas e saí andando. Hoje tenho apenas a prótese da perna, mas estou na fila de espera para receber a prótese do braço. Além disso, todas as terças e quintas-feiras eu faço atividades físicas na Unicentro. Eles me ensinaram a andar novamente, aprendi a viver uma nova vida. Era um milagre eu estar vivo, era para eu ter perdido a vida", explicou.

Conforme a coordenação do projeto, o caso do José está entre as patologias mais atendidas pelo "Órteses e Próteses", que são as relacionadas a complicações decorrentes do parto - as paralisias celebrais - e as amputações de membros inferiores ocasionados por traumas, diabetes ou vasculopatias. O programa da Unicentro atende atualmente a 20 municípios pertencentes a 5ª Regional de Saúde do Paraná, que abrange a região central do estado, e já entregou 1.725 órteses, próteses e meios de locomoção.
Além de fornecer órteses e próteses, o projeto realiza a prescrição, avaliação, adequação, treinamento e o acompanhamento de pessoas com deficiência física natural ou adquirida. O programa também visa a reinserção dos pacientes com deficiência a uma vida normal, de acordo com a professora coordenadora do projeto, Maria Regiane Trincaus.
Segundo a coordenadora, atualmente são atendidos uma média O jovem, que vive no município de Rio Bonito do Iguaçu, também na região central do estado, afirmou que termina o 3º ano do ensino médio este ano e está se preparando para o vestibular. "Eu tenho uma vida completamente normal, vou para a aula a pé, jogo bola, às vezes eu até esqueço que tenho a prótese. Agora eu estou aguardando uma prótese nova, já que a recomendação é trocar a cada dois anos", explicou. O estudante vai até Guarapuava, onde está localizado o campus da Unicentro que sedia o projeto, uma vez por mês para acompanhar o tratamento. "Antes eu ia com mais frequência, mas reduzi as visitas para poder estudar", contou.de 35 novos pacientes por mês, além dos que já estão cadastrados. Entre os pacientes antigos está o estudante Leandro de Oliveira, de 22 anos. Este ano completa 11 anos que ele participa do projeto. "Quando tinha 11 anos eu sofri um acidente de trânsito e acabei perdendo a perna direita. Eu comecei o tratamento desanimado, pensava que minha vida tinha acabado. Foi bem estressante, mas conversando com a psicóloga e com outros pacientes eu percebi que tinha gente com problemas muito piores do que o meu", disse.

Equipamentos assistivos
De acordo com a coordenação do "Órtese e Prótese", entre os equipamentos mais fornecidos entre 2012 e 2013 estão os andadores, bengalas e muletas, contabilizando o total de 147 equipamentos. A pedagoga aposentada por invalidez, Simone de Fátima Siqueira, de 38 anos, foi diagnosticada com esclerose múltipla em 2007 e também é beneficiada pelo projeto, que forneceu um par de muletas do tipo canadense e sessões de fisioterapias. A doença deixou sequelas na perna direita de Simone. "No começo eu usava uma bengala de madeira. Foi então que me inscrevi no projeto para conseguir as muletas. Se não fosse o projeto, eu não ia ter como arcar com o custo dessas muletas, que são caras e pelo projeto saiu de graça", revelou.

O "Órtese e Prótese" fornece, também, calçados especiais, palmilhas, coletes, talas, tutores, cadeiras de rodas especiais e adaptações para o banho, em cadeiras e em carrinhos. Todos os aparelhos são fornecidos pelo projeto são fabricados por empresas de Curitiba e de Pato Branco. Cinquenta e três profissionais atuam nos trabalhos do "Órtese e Prótese", entre estudantes e professores. Atualmente, alunos e docentes dos cursos de psicologia, fonaudiologia, serviço social, fisioterapia, enfermagem e terapia ocupacional colaboram com o programa.

Serviço
Os atendimentos são feitos no campus Cedeteg da Unicentro de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Os agendamentos de consultas devem ser feitos pelos telefones (42) 3629-8140 ou (42) 3629-8141. Para a avaliação, os pacientes precisam apresentar RG ou certidão de nascimento, CPF, cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), comprovante de residência e encaminhamento de um profissional de saúde. Todos os procedimentos são gratuitos.

Fonte: G1 - em 03/05/2014

 

 

 

 

 
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