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Informativo
Ônibus do Programa Acesso ganham mais espaço para cadeiras de rodas PDF Imprimir E-mail
 

Os nove micro-ônibus do Programa Acesso - Transporte Especial estão sendo reformados e terão o número de vagas para usuários de cadeiras de rodas ampliado de três para sete por veículo. Curitiba, 13/10/2014 Foto:Cesar Brustolin/SMCS

Os nove micro-ônibus do Programa Acesso - Transporte Especial estão sendo reformados e terão o número de vagas para usuários de cadeiras de rodas ampliado de três para sete por veículo. De acordo com a Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que gerencia o programa, 70% dos usuários utilizam a cadeira de rodas. O primeiro micro-ônibus reformado, que atende a Regional Bairro Novo, foi entregue nesta segunda (13).

 Toda a frota estará com as vagas ampliadas em um prazo de 90 dias. Com isso, a expectativa é que o Programa Acesso dobre a sua capacidade de atendimento mensal, podendo chegar a pouco mais de 2.600.

O superintendente da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, José Alcides Marton da Silva, explica que quando o programa foi implantado não havia informações que mostrassem a demanda exata de pessoas com cadeira de rodas. "Com o programa em pleno funcionamento fomos detectando as melhorias que poderiam ser feitas", explica.

Alexandre Cordeiro, de 20 anos, usa o serviço do micro-ônibus da Regional Bairro Novo duas vezes por semana para ir a sessões de fisioterapia. "É muito bom e agora ficou melhor com mais vagas para nós, que usamos cadeira de rodas", afirma.

Implantado em março de 2013 pela Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Programa Acesso, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde, Fundação de Ação Social (FAS), Urbanização de Curitiba (Urbs) e administrações regionais, alcançou abrangência e bons resultados. Neste ano, até setembro, foram realizados cerca de 10 mil atendimentos, atendendo 642 usuários.

O programa amplia a mobilidade de pessoas com deficiência, que devido às especificidades de seu quadro e às barreiras vivenciadas, não têm as condições necessárias para se locomover em outros meios de transporte público. O Acesso foi criado para essas pessoas e garante um transporte seguro, dentro do limite urbano do município de Curitiba.

O serviço é gratuito e funciona porta a porta: apanha a pessoa com deficiência em sua casa, conduz até o serviço de que ela necessita e a deixa em casa quando o atendimento tiver terminado. Para usar, é preciso se cadastrar nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), comprovando renda per capita de um salário mínimo e apresentando laudo médico recente que comprove a deficiência. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18 horas. O agendamento deve ser feito nas administrações regionais.

Fonte: SEDPcD - em 13/10/2014

 
O papel fundamental da família no desenvolvimento da pessoa com deficiência PDF Imprimir E-mail
 

 

(Imagem - Arquivo Pessoal)

As pessoas com deficiência precisam de estímulos externos específicos para desenvolver seus sentidos e personalidade. O papel das escolas em que estudam é essencial, pois lá recebem o tratamento mais adequado para ampliar seu potencial de acordo com as limitações impostas pela deficiência. Igualmente importante é a família, que exerce um papel fundamental na inclusão social da pessoa com deficiência.

 Os pais devem estar atentos desde cedo para identificar se a criança possui alguma deficiência. Algumas delas, como o autismo, não são detectadas por meio de exames de sangue, e a descoberta precoce irá garantir o desenvolvimento pleno do autista. Após o diagnóstico os pais devem se preparar para uma rotina distinta da que imaginavam, e isso não é negativo como muitos pensam. É apenas diferente.

Preparar-se para criar um filho com deficiência significa saber que o desempenho escolar será diferente do comum; que, em alguns momentos, a criança passará por surtos sem motivos aparentes; que a rotina de remédios deverá ser seguida à risca para que o desempenho escolar não seja prejudicado; e que o carinho dado talvez não seja recíproco, pois, muitas vezes, apesar de a criança também sentir amor, ela não conseguirá expressá-lo.

A compreensão destas questões aparentemente óbvias faz parte de um mundo ideal que infelizmente ainda não é realidade. No dia a dia dos trabalhos realizados pela ASID (Ação Social para Igualdade das Diferenças) nas escolas de educação especial, ouvimos relatos dos mais variados. A maioria das famílias atendidas por estas entidades é de baixa renda, e muitas vezes, a escola oferece a única refeição que suas crianças terão no dia. Alguns pais não têm consciência das necessidades do filho com deficiência ou não sabem lidar com elas, e por isso recorrem a fugas como o álcool.

Já ouvi relatos de diretores de escolas que recebem alunos dopados na segunda-feira, porque os pais não conseguem lidar com eles no final de semana e os enchem de remédios. Nestas situações, nem a metodologia mais específica de comportamento é capaz de atingir o resultado almejado.

Algumas instituições, como a Escola Renascer, que atende 400 alunos de Curitiba e Região Metropolitana, trabalham com deficiências causadas pelo próprio convívio familiar, onde o jovem tem desenvolvimento psicológico interrompido e não consegue evoluir. Conforme conta a coordenadora de projetos da escola, Fernanda Hederle, as crianças e adolescentes atendidos estão em situação de vulnerabilidade social e têm dificuldades na adaptação social. "A família chega à instituição após encaminhamento da Secretaria Municipal de Educação. O agravamento do quadro do jovem está relacionado à precariedade cultural e social destas famílias. Quando a família adere ao atendimento multidisciplinar ofertado há um salto qualitativo de melhoria do aluno."

As cerca de 30 escolas gratuitas para pessoas com deficiência em Curitiba e região que conheci fazem um excelente trabalho de fortalecimento da estrutura familiar por meio de assistentes sociais como Karin Kegler, da Escola Especializada Primavera. Ela lembra que a família é o primeiro contato social dos alunos: "No seio familiar, ele vai aprender a lidar com as diferenças, principalmente no caso da pessoa com deficiência. Quando frequenta a escola, o jovem leva muitos aspectos da família. O papel da escola é compreender e orientar a dinâmica familiar."

Fica claro que o desenvolvimento do aluno com deficiência depende de um trabalho conjunto da escola e da família. O exemplo de Rosilda Souza, mãe de Guilherme Caíque, é inspirador: "O apoio que damos para ele desde que nasceu foi e é fundamental. Independentemente da nossa situação financeira procuramos dar o melhor, estar ao lado dele. Por isso, aos nove anos, ele deixou de ser cadeirante. Apesar de as pessoas acharem que ele não entende o que queremos dizer, ele entende sim. Por isso mostramos o que é certo e o errado. A família é muito importante em todo o processo de desenvolvimento. Sem o incentivo dos pais o filho vai ficar ali, penando."

Guilherme Caíque recebeu a medalha de 3º Lugar na Categoria Arremesso de Peso nos Jogos Escolares do Paraná 2014.

Este artigo foi escrito pelo economista Luiz Hamilton Ribas, que é diretor de Marketing e Voluntariado e um dos fundadores da Ação Social para Igualdade das Diferenças – ASID, organização social que trabalha para melhorar a gestão das escolas de educação especial gratuitas, resultando na melhoria da qualidade do ensino e na abertura de vagas no sistema. A ASID colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

Fonte: Gazeta do Povo - em 30/09/2014

 
Crianças experimentam se deslocar com mobilidade reduzida em atividade promovida pela Prefeitura PDF Imprimir E-mail
 

A Praça Carlos Gomes recebeu na manhã desta segunda-feira (22), Dia Mundial sem Carro, a vivência de mobilidade, atividade que faz parte da Semana Nacional de Trânsito, comemorada de 18 a 25 de setembro. Foto: Everson Bressan/SMCS

Alunos da rede municipal de ensino e pessoas que passavam pela Praça Carlos Gomes participaram na manhã desta segunda-feira (22), Dia Mundial sem Carro, de uma experiência diferente: eles andaram de cadeira de rodas, com os olhos vendados e com pesos nas pernas, para vivenciar a realidade de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. A atividade faz parte da Semana Nacional de Trânsito, comemorada de 18 a 25 de setembro.

 O espaço para a vivência foi montado na Rua Monsenhor Celso, entre a José Loureiro e a Pedro Ivo. Além de 64 alunos da Escola Municipal Maria do Carmo Martins, da CIC, pessoas que passavam pelo local foram convidadas a participar.

Na praça foram expostas as frases escritas pelas crianças da rede municipal de ensino, em 2013, sobre o Dia Mundial sem Carro. Também foram oferecidos aos visitantes materiais educativos e informativos sobre o trânsito. As crianças que participaram das atividades desta segunda foram convidadas, ainda, a deixar registrada sua opinião sobre como é possível reduzir o número de veículos nas ruas. As frases produzidas este ano serão expostas na Semana Nacional de Trânsito em 2015.

A vivência de mobilidade é uma forma de fazer com que os participantes tenham a oportunidade de se colocar no lugar de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. As crianças que participaram do circuito tiveram muitas dificuldades. Poucas conseguiram subir com a cadeira de rodas no meio fio e com os olhos vendados perderam a noção do espaço e de direção.

Alexandre Cunha Pimpão Filho, de 9 anos, experimentou a deficiência visual por alguns minutos. "Não tinha noção de como a pessoa com deficiência se sentia na rua. É muito difícil circular sem enxergar", disse.

A Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude também participou da atividade na Praça Carlos Gomes. Foram levados ao local diversos brinquedos e livros para as crianças.

Fonte: SEDPcD - Em 22/09/2014

 
Setran fiscaliza ocupação de vagas exclusivas em supermercados e shoppings PDF Imprimir E-mail
 

 

 Fiscalização de vagas especiais no estacionamento do Hipermercado Gig Torres. Curitiba, 23/09/2014 Foto:Cesar Brustolin/SMCS

A Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) deu início nesta terça-feira (23) a uma série de atos de fiscalização para verificar a destinação de vagas para pessoas com deficiência e idosos e o uso dessas vagas em shoppings e supermercados de Curitiba. Serão três dias de fiscalização que fazem parte da programação da Semana Nacional de Trânsito.

 A partir de 1º de outubro, uma equipe da Setran será designada para fiscalizar e atender as denúncias de ocupação irregular de vagas exclusivas em estabelecimentos privados de uso público.

O primeiro dia de fiscalização foi acompanhado pela secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdocimo. "Os motoristas precisam estar conscientes de que as vagas exclusivas devem ser respeitadas", disse.

No dia 15 deste mês, a Secretaria convocou representantes de shoppings e supermercados para uma reunião e conseguiu deles o compromisso de dividir a responsabilidade de fiscalizar o uso das vagas preferenciais. As empresas se comprometeram a usar seus sistemas de som para pedir a retirada de veículos estacionados irregularmente.

A ação acompanhada pela secretária foi realizada em um supermercado da Avenida das Torres. Os agentes não encontraram irregularidades. Marcelo Pimentel, diretor distrital da rede de supermercados, diz que nessa loja há 50 vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência. De acordo com ele, os casos de ocupação irregular são mais frequentes nos fins de semana, mas a empresa que administra o estacionamento do supermercado faz rondas permanentes, abordando e orientando os clientes no caso de desrespeito à lei.

Veículos flagrados pelos agentes da Setran em vagas preferenciais, sem credencial, são multados. Trata-se de infração leve, com multa de R$ 53,20 e três pontos na carteira de habilitação. A credencial pode ser feita na sede da Setran (Rua Benjamin Constant, 157 - Centro) ou nas administrações regionais do Boqueirão, Pinheirinho, Portão, Boa Vista, Santa Felicidade e CIC. É preciso apresentar documento de identificação, comprovante de residência e, no caso de pessoa com deficiência, um laudo médico.

Fonte: SEDPcD - em 23/09/2014

 
Fiscalização de postos de trabalho para pessoas com deficiência será mais rígida PDF Imprimir E-mail
 

 

 

Fiscalização de postos de trabalho para pessoas com deficiência será mais rígida. -Na imagem, Ariomar Paulo Arndt é empacotador no Casa Fiesta. Foto: Valdecir Galor/SMCS
Há 23 anos existe uma lei que determina quantas vagas em uma empresa devem ser destinadas a pessoas com deficiência. Quem ainda não cumpre o que a legislação determina precisa se enquadrar porque a partir de 2015 a fiscalização do Ministério do Trabalho será eletrônica, em tempo real, a partir do cruzamento de informações dos sistemas que controlam os dados do emprego formal.

 A inclusão no mercado de trabalho para as pessoas com deficiência ainda é uma batalha a ser enfrentada e lembrada neste domingo (21), quando se comemora o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência.

O auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego, Hans Jurgen Franke, explicou o funcionamento da fiscalização para os membros da Câmara de Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mundo do Trabalho. Trata-se de um grupo composto por instituições governamentais e não-governamentais, sociedade, pela Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência e pela Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego.

"O preconceito ainda impede que pessoas com deficiência desenvolvam todas as suas habilidades e potencialidades. Temos que buscar a inclusão para que possam contribuir de forma plena na construção da sociedade", disse a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdocimo.

A lei determina que as empresas com mais de cem funcionários devem reservar de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência, variando de acordo com o porte da companhia. Segundo Franke, mais de 3 mil empresas no estado teriam de cumprir essa legislação, o que garantiria a abertura de 80 mil postos de trabalho.

A capital paranaense tem 7.154 trabalhadores formais com deficiência, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Esse número representa 4% do total de 968 mil trabalhadores com carteira de trabalho assinada. Segundo o Censo do IBGE de 2010, em Curitiba há 355 mil pessoas em idade ativa com deficiência, ou seja, 23% da população.

Na prática

Para auxiliar as empresas que querem contratar pessoas com deficiência, o Serviço Social da Indústria (Sesi) no Paraná mantém há quase dez anos um serviço de consultoria. Regiane Ruivo Maturo, coordenadora técnica do Programa de Inclusão, explica que a ação deve ser corporativa e que todos os colaboradores devem ser preparados para receber o profissional com deficiência. "Inclusão se faz na prática. Ninguém sabe conviver com quem é diferente. Dá trabalho, não é fácil, mas quando a empresa começa, o processo anda", diz ela.

Para Juliana de Paula, responsável pelo setor de contratação e desenvolvimento das pessoas com deficiência em uma rede de supermercados, a preocupação das empresas não deve ser apenas empregar esses profissionais, mas capacitar o trabalhador. As duas lojas em Curitiba empregam cerca de 400 trabalhadores, sendo que 10 são pessoas com deficiência intelectual. "Todos os funcionários são orientados para que convivam com esses colegas de forma natural", completa Juliana.

Ariomar Paulo Arndt é empacotador no Casa Fiesta há 14 anos. Esse é o seu primeiro emprego e ele garante que gosta muito do trabalho e tem bom relacionamento com os clientes. Em todos esses anos, diz, teve suas limitações respeitadas, foi bem acolhido pelos colegas e nunca teve problemas de relacionamento.

Fonte: SEDPcD - em 21/09/2014

 
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